Review - Double Dragon - Atari 7800



Double Dragon - Atari 7800

Em 1989 a popularidade do “Atari 2600” já tinha passado a um bom tempo, pelo menos fora do Brasil, visto que o console foi bem popular por aqui durante toda década de 80 e até mesmo começo de 90, já que o console chegou aqui no Brasil bem atrasado se comparado com os mercados Norte Americanos e Europeus.

Mas tentando recuperar um pouco essa popularidade a Atari resolveu lançar versões de seu console com um Hardware digamos assim “melhorado”, essa então lançou o “Atari 5600”, videogame que apesar de ter alguns bons jogos, sendo praticamente todos em sua maioria de jogos relançados do Atari 2600 esse não fez sucesso algum, e mesmo não obtendo sucesso essa resolveu ainda lançar o “Atari 7800”, que mais uma vez não tinha nada de tão fabuloso e que acabou ficando praticamente restrito a relançamentos de jogos já lançados no Atari 2600.

“Double Dragon” foi um desses jogos que foram lançados no Atari 2600 mas com a chegado do novo console o Atari 7800, resolveram então lançar o jogo também para o novo videogame, e já que o console não foi assim tão popular, para não dizer que nem a mãe de quem criou esse deva conhecer, ainda tivemos a versão de um jogo que já não foi assim tão conhecida já no Atari 2600 quanto mais no 7800.

E como não poderia de ser o jogo conta a historia de uma “Nova York” cinco anos após uma guerra nuclear, onde essa foi infestada por todo tipo de gangs e marginais que poderiam aparecer, dentre essas gangs estão os “Black Warrios” que são uma das maiores gangs da cidade, e em certo dia “Willy Mackey” líder da gang resolve sequestrar a namorada de “Billy”, “Marian” afim de obrigar Billy a passar todos os conhecimentos de um estilo marcial denominado “Sōsetsuken”, e assim Billy e seu irmão “Jymmy” parte para resgatar Marian e colocar um fim na Black Warrios.

E nessa versão do jogo a primeira coisa que você vai notar e rapidamente detestar, fica a cargo de todo o sistema de impacto do jogo, e quando digo isso estou simplificando no quesito acertar o seu adversário, tarefa essa que se torna um martírio ou mesmo motivo de raiva, visto que apesar do jogo ter um bom controle e a resposta do jogo a esses serem bem rápida, você simplesmente não consegue fazer uma sequencia de combos em um inimigo sem que esse no meio do combo te acerte um soco, chute, desfira uma cabeçada, ou até mesmo uma voadora, assim do nada.

Chega até ser ridículo você desferindo uma boa sequencias de socos e ao mesmo tempo ver seu inimigo fazendo a mesma coisa, e já que você não tem o auxilio de uma barra de energia para seus adversários você fica o tempo todo preocupado com sua vida e com a do inimigo que a cada queda volta a se levantar e você não sabe quando esse em fim vai morrer e te deixar prosseguir no jogo.

E com certa logica toda a dificuldade do jogo se encontra nesse quesito, onde imagino que se o jogo não tivesse esse problema talvez se tornasse um jogo até fácil de completar, ainda mais porque o jogo visualmente falando é bem melhor do que foi a versão de Atari 2600, não que isso fosse grande coisa, visto que aqui temos todos os cenários retratados no jogo de forma bem simples, com poucas cores e dando uma impressão de gráficos lavados, ou como diria alguns “capados”, mas esses mesmos que ainda não apresentando grandes detalhes como em versões de outros consoles ou mesmo “Arcade”, ainda sim você conseguiria reconhecer claramente todos os lugares, todos os caminhos por onde o jogo segui.

Caminhos esses que se não eram assim tão bem detalhados ainda eram embalados por uma trilha sonora ainda mais simples e que em muitos momentos desconhecida, já que o Hardware de som do console não era assim tão poderoso, os temas de cada fase do jogo tiveram que ser todos recompostos especificamente para o console, e isso pode até ser “bonitinho” no começo do jogo, mas com o passar do tempo toda essa simplicidade dos temas começam a se tornarem repetitivas demais, e, além disso, os sons ambientes do jogo não ajudavam muito, já que sons de golpes acertando os inimigos entre outras coisas são bem irritantes e muito mal feitos, você até poderia suportar facilmente a trilha sonora, já que mesmo essa não sendo uma das melhores versões ainda sim eram aceitáveis, mais os sons ambientes são difíceis de aceitar, todos muito ruins e sem inspiração.

Os personagens do jogo podem não ser muito detalhados mais ainda sim são aceitáveis, você vai ver e brigar com inimigos com: chicotes, bastões de basebol entre outras coisas, mas outro fato que deixa o jogo ainda mais cansativo é que além de você travar uma constante briga com você mesmo tentando acertar os inimigos, esses quando deixam suas armas caírem mesmo que você as peguem caso você vença o inimigo e prossiga para frente, para além daquele lugar onde você esteve brigando, essa arma vai simplesmente sumir, coisa essa que em outras versões só acontecia quando o jogo mudava de estagio.

E para completar o jogo não contava com continues e caso você perdesse suas três vida era “Game Over”, o que aumentava ainda mais seus problemas, e mesmo jogando em cooperativo de duas pessoas, ainda sim era tudo muito complicado, já que além da dificuldade em acerta os inimigos, você aqui não só consegue, como é bem normal você acertar seu parceiro e ele em você a todo instante, e com isso a vida de ambos vai indo embora deixando aquilo que já não era fácil ainda mais complicado, nada aqui foi feito para facilitar a vida de quem se aventura por essa versão do jogo.

Double Dragon foi desenvolvido pela “Technōs Japan” em 1987 e publicado para Atari 7800 em 1989 pela “Activision”, que também foi a responsável pela versão do jogo para Atari 2600. A versão de Atari 7800 recebeu varias criticas negativas sendo considerado por muitos como a pior versão do jogo.



Vídeo Gameplay




(Dissection)


Episodio do podcast onde o jogo (versão Arcade) foi um do jogos comentados:
Neo Player - 010 - De volta ao ano de 1987




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