Review - Blade - Game Boy Color



Blade - Game Boy Color

Há algum tempo atrás, console portátil era algo inovador, diferente, vinha para nos trazer uma nova experiencia em jogos, afinal poderíamos leva-lo para qualquer canto, coisa que com um console padrão de mesa era trabalhoso. O Game Boy foi um dos pioneiros neste segmento, e nem nos importávamos com o fato de ser tudo em preto e branco, afinal, alguns jogos eram bem interessantes, ports fiéis do Nintendo 8 bits eram fáceis de se achar, o grande problema era mesmo o valor, como tudo que é novidade, os jogos e até mesmo o console eram um pouco salgados em seu lançamento.

Eu penei, mas consegui comprar um Game Boy, tudo bem que foi bem depois do seu auge e tudo mais, mesmo assim o usei bastante até troca-lo por um Master System completo se não me falha a memória. Na sequência tivemos o seu sucessor, o Game Boy Color, videogame este que nunca tive contato, tão pouco conheci seus jogos, somente com a vinda dos emuladores que pude experimentar alguns títulos e posso dizer a vocês que tem muita coisa boa aqui.

Blade é um caçador de vampiros, sobre a pele de Wesley Snipes, o filme fez um belo sucesso em suas primeiras versões, meio underground, o filme ganhou 2 jogos em sua primeira versão, um para Game Boy Color e o outro para Playstation 1, irei falar da versão para o Game Boy Color.

O jogo tem belas vertentes, uma coisa que estraga o jogo na minha opinião é a confusão que fizeram com a jogabilidade, para cada cena, temos movimentos diferenciados, alguns até desanimantes como quando Blade saca sua espada.

O game começa numa cena onde temos que acertar os inimigos com sua arma, Blade fica parado no centro da tela e apenas o movimentamos para os lados e atiramos, quando o inimigo vem por trás do cenário outro botão comanda a mira, confuso, mas a gente acaba pegando o jeito. Na sequência, somos levados para um cenário bem ao estilo beat´up, aqui Blade já muda seus movimentos, já sem arma, trocamos socos, chutes com os inimigos pela tela, repetitivas é verdade, mas não chega a ser entediante. Por fim temos um combate final com um perigoso vampiro transformado e foi lá, Blade saca uma espada tosca e seus movimentos e ataques ficam patéticos, chega a ser frustante, quem joga pela primeira vez vai passar dificuldade, até porque não estamos familiarizados com tais movimentos, não deram um tempo para se aprender, mas como sempre, a gente acostuma depois, não chega a estragar o jogo que é bem recheado de power-ups e sabe nos passar bem a história da trama.

Os gráficos estão um pouco aquém do ideal para o console, enquanto jogamos, Blade e até mesmo os inimigos, parecem nada mais que pequenos borrões na tela, faltam detalhes, já o som está num nível aceitável, apesar de serem repetitivos.

Blade não chegou à ser um jogo imponente para o console, tão pouco conseguiu fazer barulho quando lançado, mas consegue agradar em alguns aspectos. Para quem curte um adventure em 8-bits e não conheceu esta versão, Blade para Game Boy Color pode ser uma boa pedida.


Vídeo Gameplay




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(Review publicado originalmente em: 19/08/2014)




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