Review - Tin Star - Super Nintendo



Tin Star - Super Nintendo

Acho que um dos acessórios mais "inúteis" que o Super Nintendo teve foi o tal do “Super Scope”, que nada mais era que uma bazuca que ainda tinha uma mira que podia ser acoplado ao acessório. O mais triste desse acessório era que alem dele funcionar com seis pilhas AA, sua duração era mínima, ao ponto de incluírem no próprio manual do acessório a recomendação de que o aparelho só deveria funcionar bem durante um período de dez minutos e após isso você deveria trocar as pilhas para continuar tendo a melhor experiência possível.

Sem falar ainda na "grande" quantidade de jogos que eram compatíveis com o acessório, que pasmem era de apenas onze jogos, alem de um cartucho que já vinha com o aparelho que tinha seis mini jogos para serem jogados. Mas já deixando um pouco de lado o tal do Super Scope, alguns dos jogos que eram compatíveis com ele eram até jogos bons, e que felizmente podiam ser jogados sem a necessidade do acessório.

Tin Star é um desses jogos que apesar de serem compatíveis com o Super Scope, era completamente possível jogar esse utilizando somente o controle do Super Nintendo, ou então o “Mouse” que também fez parte da lista de periféricos do console. E o mais interessante era que o jogo ficava bem mais fácil e porque não pratico de jogar usando apenas com o controle, já que o jogo basicamente era um “Rail Shooter”, ou jogo de trilho como costumo dizer.

Onde se tem uma perspectiva em primeira pessoa, mas você não consegue se movimentar para frente ou para trás, seu personagem fica fixo na tela e quem se locomove é a maquina após você conseguir limpar toda uma are de inimigos, apesar que nesse jogo em certos momentos você vai presenciar seu personagem Tin Star tentando mudar de posição e você tendo que proteger com a mira. Inimigos esses que em Tin Star são bem criativos e "cartunescos", com muita variedade entre eles, e o mais legal é que todos os personagens do jogo são robôs, desde o personagem principal até os vilões, todos eles são robôs que ficam fazendo todo tipo de caras e bocas, durante todo o jogo deixando o jogo com um ar bem descontraído.

O jogo tem um visual bem colorido o que chama muita atenção no inicio, os cenários são muito bem detalhados e todos bem diferentes entre si, apesar do jogo não ser muito longo, e ainda contar com uma dificuldade bem considerável, ainda mais se você estiver tentando jogar no nível de dificuldade três estrelas. E alem disso antes do inicio de cada fase temos pequenas cenas de diálogos entre alguns personagens fazendo com que tenhamos a sensação de estarmos mesmo acompanhando uma historia e não somente passando de uma tela para outro sem muito sentido.

Em Tin Star estamos na pela do protagonista “Tin Star”, que tem as crônicas de suas primeiras semanas como xerife contadas por capítulos, onde cada capitulo representa uma semana e uma situação, e apesar do jogo ter uma historia bem simples, ela é toda ambientada no velho oeste, em alguns momentos o jogo chega até lembrar o jogo “Wild Guns”, lógico, que bem mais simples. Durante o fim de uma fase e começo de outra, passamos por uma espécie de fase bônus onde colocamos em pratica nossos reflexos, alem de tentar elevar um pouco mais nossa pontuação final.

A parte sonora do jogo é muito boa, desde o inicio onde temos um tema com toda aquela pegada das musicas clássicas dos filmes do velho oeste que tanto conhecemos, e alem do tema principal, durante cada fase existe sempre uma boa trilha acompanhado Tin Star em meio a todo aqueles sons de armas sendo carregadas e tiros ricocheteando por todos os lados, já que a ação aqui não para durante as fases. 

Tin Star foi desenvolvido pela “Software Creations” e publicado pela “Nintendo” em 1994 para Super Nintendo. Apesar do jogo ter tido uma boa recepção pelos críticos todos eles diziam que as mecânicas do jogo e suas piadas se tornavam repetitivos e cansativos muito rapidamente fazendo que possivelmente os jogadores não jogasse esse jogo por muito tempo.


Vídeo Gameplay


(Dissection)






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