Review - Enduro - Atari 2600



Enduro - Atari 2600

Com toda certeza se um dia eu parar para pensar em todos aqueles jogos que eu mais joguei na minha vida com toda certeza um desses jogos vai ser o jogo “Enduro” de Atari 2600, não consigo ao certo lembrar quando eu ganhei esse jogo, já que esse jogo era um daqueles jogos de Atari 2600 que você encontrava em qualquer lugar, em todos os cartuchos multi-jogos, esse era um daqueles jogos que todos que tinham um Atari tinham esse jogo.

E não por ser um jogo ruim, muito pelo contrario, Enduro foi um daqueles jogos de Atari 2600 que conseguia se destacar dentre a grande quantidade de jogos que o console possuía. Enduro acabou sendo para mim o primeiro jogo de corrida de videogames que conheci, já que só depois de muito tempo que vim conhecer outro jogo de corrida também muito popular de Atari 2600 o “Pole Position”.

E diferente de seu concorrente que era baseado em corridas de F1, Enduro tinha uma proposta bem diferente, onde que aqui você estava participando em uma espécie de corrida de resistência e rali ao mesmo tempo, resistência porque você ia dirigir durante vinte quatro horas interruptas para que ao final você conseguisse se classificar para a próxima etapa, e rali porque você iria percorrer por diversos tipos de terrenos, asfalto, terra, e até mesmo em locais com muita neve.

E eram essas transições tanto de regiões quanto climáticas que caracterizavam o jogo, ou melhor, que criavam toda a dificuldade do jogo. Enduro não era um jogo fácil, apesar de possuir controles excelentes e muito responsivos, você logo que começava a jogar percebia que o jogo era extremamente rápido e iria exigir reflexos bem apurado de quem estivesse jogando, e mesmo assim, para você conseguir se sair bem você teria que jogar varias e varias vezes para ir pegando as manhas de cada trecho do jogo para conseguir superar sua extensa lista de adversários, que na primeira corrida era de duzentos oponentes a serem batidos, mas que nas corridas seguintes esse numero aumentava para trezentos.

Apesar de gostar muito de Enduro uma coisa que nunca me agradou muito era os sons do jogo, nunca gostei muito daquela barulheira que o carro fazia (o som do motor do carro) e pior ainda era quando a gente batia em outros carros, que emitia um som bem alto e muito irritante, mas sobre isso nem posso reclamar muito já que não poderia esperar muito mais do que isso do hardware do Atari 2600. Mas pensando bem hoje eu consigo entender o porquê minha mãe sempre ficava me mandando baixar o volume da televisão quando eu estava jogando esse jogo.

Uma das maiores características do jogo eram sem duvida as mudanças climáticas, não era difícil você encontrar alguém que estava jogando o jogo e logo dizer “ainda não conseguir passar da que la fase noturna” ou ainda “eu não consigo passar da tela da neblina”, por que já que cada percurso de Enduro demorava 24 horas então você iria começar uma corrida de dia, passar pelo entardecer, adentrar a noite e por ai vai, e isso ia dificultando a jogabilidade de quem estava jogando, já que com o anoitecer você iria somente ver os faróis dos carros, ou então, quando estivesse em um traçado com neblina sua visão iria ficar bem limitada, tornando possível apenas notar a presença de um carro quando esse já estivesse bem próximo a você, o que muitas vezes acabava se tornando uma nova batida e consequentemente perca de varias posições na corrida.

Enduro foi desenvolvido pela “Activision” e lançado em 1983 para Atari 2600, sendo considerado esse junto com seu rival Pole Position um dos melhores jogos e porque não, um dos últimos grandes sucessos lançado para o console antes da crise da indústria dos videogames.


Vídeo Gameplay



(Dissection)





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