Review - Power Instinct - Arcade



Power Instinct - Arcade

Nos anos 90, os fliperamas eram uma febre, quem viveu nessa época sabe do que estou falando, reunir os amigos depois da escola para jogar era de praxe, tínhamos três tipos de fliperamas, os famosos "pé sujo" (como eram conhecidos aqui no Rio de Janeiro) geralmente botecos e lanchonetes que apostavam nos jogos como uma fonte de renda extra, os fliperamas propriamente dito (lojas, galpões com diversos tipos de Arcade) e os shoppings que geralmente eram a referência para lançamentos de diversos gêneros de jogos.

Tudo isso tinha um preço, claro, e como um vicio qualquer requeria dinheiro para tal uso e em se tratando disso os "pé sujos" se destacavam, as casas de fliperamas no geral também tinham preços parecidos com os "pé sujo" mas tinha um problema, encontrar um viciado no jogo e se meter em confusão era uma coisa quase corriqueira, então cada um se encaixava onde melhor se adaptava. Os Shoppings Centers eram os mais caros, não é difícil imaginar o porque.

Power Instinct foi um Arcade que passou desapercebido por muitos, na mesma época tínhamos jogos como Street fighter e Mortal Kombat que tomavam conta da garotada sempre com filas para os famosos "contras". A Atlus fabricante pecou por não divulgar bem o jogo que se analisado hoje era bem mais recheado que Street Fighter, o jogo a ser seguido antigamente pelas empresas de jogos.

Falando do jogo, Power Instinct é aquele da velha bruxa que soltava sua dentadura para atacar, bruxa essa que se tornou praticamente um símbolo desse Arcade, não era difícil ver alguém comentando: "já zerou aquele da velhinha ou bruxa, é difícil pra caramba" os que se aventuravam no game, perdiam fácil, talvez pelo total desconhecimento ou pela dificuldade do jogo para a época mesmo.

O Arcade tinha traços bem definidos, a sua essência era toda baseada no japão, a maioria dos cenários, algumas falas e até mesmo os chars nos remetia a isso todo instante, a sonoridade era um pouco abafada ficando difícil decifrar aluns detalhes mas isto não tirava o brilho do jogo.

Power Instinct tinha alguns recursos ainda não vistos nos Arcades, como por exemplo o pulo duplo, bastantes golpes, interação com o cenário bastante utilizado mais tarde em Fatal Fury Real Bout e uma espécie de juiz ao fundo, cada qual representando um jogador, ao término da luta o jogador que ganhava era aplaudido pelo seu representante e o outro apenas chorava.

O Jogo foi bastante inovador para sua época, abusou de novos recursos, de personagens esquisitões mas esqueceu do principal, o marketing, tendo ficado apenas com o amargo título nos botecos da vida de "Arcade da velha bruxa".




Vídeo Gameplay




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(Review publicado originalmente em: 14/10/2013)





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