Review - Road Runner’s Death Valley Rally – Super Nintendo



Road Runner’s Death Valley Rally – Super Nintendo

No natal de 1992 eu fui surpreendido pelos meus pais com um novo videogame, eu que até então tinha um Atari 2600, mas que sempre estava jogando em outros videogames de meus amigos, Nintendo, Master System, fui presenteado com o novo videogame da Nintendo o poderoso “Super Nintendo”.

Eu que até então nem imaginava ganhar um novo videogame, vide a nossa situação que não era a das melhores, muito menos poderia imaginar que se hora ou outra fosse ganhar um novo videogame esse seria algo diferente dos já mencionados Nintendo ou Master System. Então você já pode imaginar a minha alegria e porque não surpresa ao desembrulhar o presente e descobrir que eu agora era o proprietário de um Super Nintendo.

Logo que retiro da caixa o meu novo videogame minha mãe já comenta “já que na hora que o vendedor foi testar o cartucho que vinha com o videogame o “Super Mario” e esse estava danificado e não queria funcionar, ele pediu para que eu escolhesse outro jogo para levar junto com o videogame, e já que eu não conhecia nenhum jogo dos que estavam ali eu peguei esse que tinha na capa o “Papa-léguas” porque reconheci do desenho que você assisti”.

Lógico que eu nem liguei, para falar a verdade não importava muito o jogo que tivesse vindo com o videogame naquele momento, já que a alegria e empolgação de ganhar um novo console eram gigantescas.

Road Runner’s Death Valley Rally foi um jogo que logo de cara me chamou a atenção por dois motivos, o primeiro era que visualmente falando ele era muito bonito mesmo ainda estando na primeira fase do jogo eu já fiquei super empolgado com o que via, e a segunda coisa que me chamou a atenção era o quanto a jogabilidade daquele jogo era boa, como era divertido jogar aquilo, não sei se eu estava tão acostumando com a jogabilidade mais travada dos jogos dos videogames mais antigos, não sei, mais eu achava a jogabilidade daquele jogo super fluida.

A premissa básica do jogo era simples você jogava com o Papa-léguas e tinha que tentar chegar ao final das fases sem ser pego pelo Coiote (Wile E. Coyote), algo bem semelhante ao que assistíamos nos desenhos animados. No jogo você podia pular, correr ou mesmo comer porções de alpiste que você encontrava espalhadas durante cada fase para que com isso aumentasse sua barra de energia e assim você poderia usar uma espécie de turbo onde sua velocidade aumentava de forma gigantesca.

Cada level do jogo eram divididos por 3 fases a onde cada qual você poderia encontrar o Coite com alguma armar, veiculo ou sei lá o que, para assim tentar pegar o Papa-léguas,  tudo era muito bem feito e muito parecido com os desenhos que eu assistia na época, em certa fase no deserto ele poderia aparecer com um trator e você tinha que correr para não ser esmagado, em outra fase ele já aparecia com uma roupa de morcego voando e você tinha que desviar das investidas dele pelo ar, outra hora ele poderia aparecer agarrado a uma bola daqueles de guindastes de demolição, eram sempre aparições bem engraçadas e muito bem feitas.

Outra coisa que chamava a atenção era que o jogo tinha pequenas animações onde ao final de cada fase, assim como no desenho animado, toda vez que o Papa-léguas chegava ao final (vencia) o coiote aparecia em uma cena animada se dando mal, coisas do tipo, caindo de um penhasco, sendo atropelado pelo próprio veiculo, entre outros, fora o fato que sempre a ultima fase de cada level era a fase dos chefes, onde antes de entramos na fase aparecia uma animação com o coiote segurando uma folha com o desenho (Plano) completo da armadilha que ele ia usar naquela parte, tudo bem parecido com o desenho, e o mais legal era que se você prestasse a atenção ia notar que naquele desenho com os planos dele sempre tinha as indicações de como você deveria proceder para destruir a suas invenções.

A trilha sonora também era bem legal, essa conseguia passar toda aquela sensação do desenho, além de sons característicos do desenho, até mesmo na introdução do jogo onde aparece o logo da “Sunsoft” que você escuta um som característico do Papa-léguas, uma espécie de grunhido “hum-rum”, ou mesmo as musicas encontrada em cada level, que se não eram das mais empolgantes ainda sim eram todas muito boas e conseguia te deixar no clima do desenho animado.

O jogo foi dividido em cinco levels (episódios), onde cada qual tinha uma temática bem diferente uma da outra, e que levava em cada um características de episódios do desenho em que eram inspirados, você tinha o mais que tradicional level que era baseado nos episódios de deserto onde se passava quase que a maior parte de todos os episódios do desenho animado, você também tinha um level baseado em uma construção das “Indústrias ACME”, ou mesmo o ultimo level do jogo que se passava na lua e você ainda contava com a visita de “Marvin o Marciano”, personagem mais que conhecido dos “Looney Tunes”.

Confesso que esse foi um dos jogos que mais joguei na minha vida, ainda mais porque naquela época comprar cartuchos de videogame não era nada barato, fiquei tão viciado nesse jogo que eu conseguia terminar o jogo em 45 minutos sem perder vidas, e não que o jogo fosse fácil, muito pelo contrario esse é um daqueles jogos com o level de dificuldade bem elevado, mais ainda sim de tanto que eu joguei já conhecia de cor a onde ficavam escondidos cada vida secreta, cada bandeira amarela, verde ou vermelha, para aumentar a pontuação ao fim das fases.

Road Runner’s Death Valley Rally foi lançado em 1992 pela Sunsoft,  o jogo não teve uma aceitação muito boa na época por parte da mídia especializada, o principal argumento era a dificuldade elevada e por não contar com um sistema de Password ou algo assim, a onde se você perdesse todas as suas vidas você teria que voltar desde o inicio e começar tudo de novo algo que desanimava alguns.

Existiram alguns outros jogos do Papa-léguas e seu eterno caçador Coiote, para outros consoles, um bem diferente do outro, mais ainda sim Road Runner’s Death Valley Rally é um jogo que merece sim a atenção de quem que assim como eu gosta de jogos de plataforma 2D e ainda mais desses dois personagens em específicos, pessoalmente falando esse para mim com toda a certeza é o melhor jogo com esses dois personagens.



Vídeo Gameplay




(Dissection)


Episodio do podcast onde o jogo foi um do jogos comentados:

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